Rendeu conversa

O Homem árabe hoje

 

 

 

O que é ser árabe no mundo de hoje? É a pergunta que norteará esta dissertação. Para isso, é necessário primeiramente olhar para o contexto presente. Mohamad Habib, em seu artigo “Ser árabe no mundo atual”, reflete sobre a segregação entre os povos árabes e dentro deles, simbolizada por muros invisíveis e visíveis, como o da Palestina.

O que é ser árabe no mundo de hoje? É a pergunta que norteará esta dissertação. Para isso, é necessário primeiramente olhar para o contexto presente. Mohamad Habib, em seu artigo “Ser árabe no mundo atual”, reflete sobre a segregação entre os povos árabes e dentro deles, simbolizada por muros invisíveis e visíveis, como o da Palestina.

Ele ressalta a dominação econômica e política exercida sobre o mundo árabe pelos países com conhecimento científico e tecnológico, liderados principalmente pelos Estados Unidos. Estes fazem pressão inclusive e frequentemente pela força bruta, o que gera consequências “catastróficas na deterioração da qualidade de vida desses povos, na destruição do patrimônio histórico da humanidade e na total desesperança do árabe em relação ao amanhã”.

Não é à toa que, na literatura árabe, como veremos mais adiante, o tema da guerra, da desgraça, da imigração e da desesperança são frequentes. O povo árabe é marcado pela migração, pela vida fora de seu país, de sua terra – “no Ocidente sofrem da solidão étnica, de campanhas de difamação lideradas pela mídia conservadora e pela indústria cinematográfica norte-americana”.

O homem árabe é alguém com a necessidade constante de se encaixar no mundo. Ele busca um lugar estável de identificação cultural, não perdendo, também, as esperanças de voltar um dia para seu país. O povo árabe tem a consciência de sua importância histórica e da profundidade de sua cultura e de sua religião.

História do Mundo Árabe

O povo árabe tem descendência de Abraão, segundo o Corão. A palavra “arab” remete à aridez do deserto. Termo primeiramente aplicado aos beduínos, se estendendo aos povos dos planaltos interiores, chegando à população da península e hoje, se encontra no Oriente próximo, no Norte da África e na Arábia.

Os árabes do Norte detinham um notável papel econômico (posição geográfica), um regime monárquico fortemente estabelecido (autoridade real passa do religioso para o leigo, assistência de uma assembléia popular, ficalizadores das leis), com uma hierarquia social dentro das tribos. Era uma civilização claramente avançada, próspera e fixada de um modo sedentário, possuindo divergências notáveis com o resto da península.

O árabes da África Central e Setentrional também foram marcados pela predominância do regime monárquico. Eles tinham diversas religiões às vesperas do aparecimento do Islã.

São três fatores principais da arabização destes povos: 1) mistura racial; 2) disseminação da língua; 3) conversão ao islã. Por ter um isolamento geográfico e ter um clima árido e difícil, a Península arábica conservou suas condições de vida por muitos anos, sendo considerada a “Ilha dos árabes”.

A história da formação do mundo árabe caminha, até o século XIX, paralelamente ao do mundo europeu, ocidental. Em contraposição ao período medieval europeu, caracterizado por fragmentação política, intolerância religiosa e hostil ao desenvolvimento científico- cultural, a sociedade árabe desfrutava de um ambiente fértil para esse tipo de desenvolvimento. Uma vez que a religião muçulmana prega o contato direto entre Deus e o Homem, esse contato se estabelece por meio do texto sagrado, o qual só pode ser acessado pela leitura. Dessa forma, a sociedade árabe muçulmana era incentivada a se alfabetizar para poder participar mais ativamente das ciências religiosas.

A cultura árabe como veículo de expressão de todos manteve uma unidade diferente das nações ocidentais, onde as religiões e a diversidade de raças agiam como fator de fragmentação dessa sociedade. O que não aconteceu na formação do povo árabe, em que a língua teve um importante papel na formação das civilizações árabes.

Para suas conquistas, os árabes não se valeram da política ou do militarismo, como as outras culturas da época. Diferente disso, para se expandir, eles utilizaram a fé, a língua e a própria raça árabe, e isso se denomina Arabismo. A partir disso, a expansão da raça árabe foi da língua e da fé, levando sua cultura, sem necessidade de conflito armado e ou politico. O arabismo não obedece a condições politicas, é um elemento espiritual e cultural , profundamente assimilado pelo próprio povo sem intervenção da força politica.

Quando falamos sobre a fé nos referimos ao Islã, doutrina derivada do Cristianismo, que tem como livro sagrado o Corão, escrito pelo profeta Maomé . E por ser uma doutrina simples e clara, foi recebida positivamente pelos povos, que poderiam adotá-la como sua ou não, já que o Islamismo não impunha a sua doutrina como única ou correta. Isso uniu as culturas e foi a base de uma reforma social para essas comunidades.

A chegada dos muçulmanos na península ibérica, como vimos, foi movida também pelo ideal de disseminação do islamismo. Assim como ocorreu com a pregação cristã, nas consquistas árabes até a Península, o islamismo não fez imposições à população. Ele se colocou como “moldura” para aquela sociedade. É esse um dos motivos apontado pelo autor para a grande expansão muçulmana: não havia imposição, havia um apoio nos “instintos e características já presentes no meio ao qual se dirigia”.#

Os povos recém-conquistados, por serem de tribos antigas rivais, se unem. A essa unidade era conferida um chefe tribal e, sobre ele, a do chefe da comunidade muçulmana. Com isso, o vínculo passa a ser religioso, o que dá maior unidade, autoridade e legitimidade ao chefe: “Ó vós que credes, obedecei a Deus e ao Mensageiro e aos dentre vós que dispõem de autoridade” (Al S: 4,59). Isso não significa que as lutas deixaram de existir já que, após a morte do profeta, as lutas pelo poder continuaram existindo por ele não ter deixado uma legislação. O islã se arabiza ao não se mudarem bruscamente os costumes.

O segundo fator diferencial é a língua, pois naquela época o árabe era a língua mais completa pela sua gramática, vocabulário rico, alfabeto e escrita, registrados através das poesias e prosas elaboradas.

E por fim, a raça árabe, que foi realizando a propagação da cultura entre os povos com as viagens dos beduínos que acabaram transformando as coumindades em grupos árabes. O arabismo é considerado a mola propulsora da força árabe pois diferencia o homem árabe das demais culturas.

Apesar da colonização europeia e dos esforços para subjugar a cultura árabe, esta e sua língua puderam resistir. “Sua grande tradição cultural é sua grande aliada a ânsia de saber está sempre viva nos corações e a perene inquietude dos cultos os impele para a frente”#, explica Mones Hussein. Um povo com uma língua, tradições, produções culturais e uma ciência tão desenvolvida encontra nesses elementos uma nova fonte de resistência contra outros povos que tentam dominá-los.

O nacionalismo árabe teve seus princípios com a invasão do Egito por Napoleão e a consequente transmissão dos ideais de Revolução Francesa, entre eles, o nacionalismo. Este tomou formas mais nítidas com o governo de Mohamad Ali que modernizou a produção egípcia de algodão e também seu exército. Fruto dos esforços contínuos de reforma e modernização, ressurgiu a ideia de uma grande nação árabe, livre em relação à dominação otomana.

Após a guerra mundial, com a derrota do Império Otomano, os territórios árabes que a ele pertenciam foram divididos entre as potências vencedoras: Grã- Bretanha e França. De todos os territórios otomanos, o único que emergiu como estado-nação foi a Turquia. Os outros foram transformados, como a Síria e o Líbano, ou ingleses, como a Palestina e o Iraque. A formação de uma grande nação árabe era resposta dos interesses da França e da Inglaterra, que tinham intenções colonialistas, como a impele mentação do estado de Israel.

A dominação de potências europeias fez renascer o nacionalismo árabe em nível mais local, entre as décadas de 20 e 60 nos diversos países, os quais levaram às guerras de independência. Entre elas está a guerra da Argélia, expressão máxima de um nacionalismo árabe que resistiu à dupla tentativa francesa de dominação: no século XIX e no século XX.#

Até os dias atuais, o nacionalismo árabe mais local permanece, mas o sentimento de união entre todos os árabes é catalizada pelos episódios recentes à questão palestina. Esta é uma representação crucial da derrota dos árabes pelas potências ocidentais, que lograram conseguir seu objetivo da implantação de uma colônia europeia em terra que, por 200 anos, foram árabes.

No século XX, o pan–arabismo teve sua expressão máxima na RAU republica Árabe Unida- que era a junção do estado Sírio com  egípcio. Tal união durou de 1959 a 1961 e fracassou devido a diversos fatores,centre eles o fato de que a igualdade entre todos os árabes da república era difícil de ser alcançada na prática.

A imagem do árabe como a temos hoje, que ameaça os valores ocidentais com fanatismo religioso, é extremamente recente. Até meados do século XX, antes do recrudescimento do conflito árabe- israelense, o retrato favorito do árabe era romântico. O cavaleiro honrado enchia as telas de cinema descendente do personagem literário do século XIX. Até então, visto com um antigo inimigo vencido, os árabes eram vistos como os japoneses o seriam na segunda metade do século. Essa análise dos árabes como vencidos, no entanto, se provou equivocada. O choque de valores e o forte nacionalismo árabe rechaçaram as investidas europeizantes. As tentativas modernizantes iranianas, por exemplo, foram substituídas por um regime ainda mais tradicionalmente muçulmano. Prova da incapacidade das potências europeias de enfraquecer o arabismo é que a língua árabe, apesar das tentativas de substituí-la pelo francês e inglês.

O mundo árabe está em evidência como não se via há tempos. Com sua instabilidade política e sua importância econômica, aliados aos grupos extremistas que ganham importância populacional mente  desproporcional e mal interpretados. Ser árabe deixou de ser um motivo de orgulho e dúvidas apenas pessoal para se tornar uma questão social no mundo todo.

A língua árabe

A pedra fundamental para a edificação do arabismo foi a revelação do corão pelo profeta Mohamad. A partir disso, a expansão da raça árabe foi da língua e da fé, levando sua cultura, sem necessidade de conflito armado e/ou politico. Mones Hussain, em sua obra Os árabes, a língua árabe, o nacionalismo árabe explica: “o arabismo não obedece a condições politicas, é um elemento espiritual e cultural, profundamente assimilado pelo próprio povo sem intervenção da força politica”.

        Esses fatores podem ser corroborados pelo aspecto de unidade em torno da religião islâmica, pois não importa onde esteja nem sob quais influências, o muçulmano não deixa de evocar a língua do profeta . Junto a isso, o corão impulsiona à alfabetização e â ciência: “ lê em nome de Teu Senhor que criou . Criou o homem de um coágulo de sangue. Ensinou ao homem com a pena”.

Além disso, a língua árabe, com sua escrita de caligrafia elaborada, foi durante séculos um elemento marcante nos ornamentos arquitetônicos das cidades árabes.# Assim, a linguagem é fator determinante não só para a propagação do arabismo, mas também na construção das cidades, dentro de seu papel cultural, histórico e civilizatório.

No âmbito social, o árabe foi uma língua de unidade importante para o relacionamento entre os diversos povos, beduínos, sedentários e que passavam em caravanas para o Hijaz. Dessa forma, formou-se uma sociedade mais homogênea, falante do árabe e “que tinha, igualmente, uma ideologia árabe”.

Apesar da colonização europeia e dos esforços para subjugar a cultura árabe, esta e sua língua puderam resistir. “Sua grande tradição cultural é sua grande aliada a ânsia de saber está sempre viva nos corações e a perene inquietude dos cultos os impele para a frente”#, explica Hussain. Um povo com uma língua, tradições, produções culturais e uma ciência tão desenvolvida encontra nesses elementos uma nova fonte de resistência contra outros povos que tentam dominá-los.

“O árabe é a língua oficial de uns vinte países independentes do Oriente Próximoe do norte da África (…) No plano intergovernamental, o árabe é uma das línguas oficiais da Organização das Nações Unidas, desde 1974”, explica Josep Puig Montada em A língua árabe, na obra O islã clássico#. São hoje 300 milhões de arábofonos no mundo, além de ser a língua de culto de 1 300 000 000 de muçulmanos. Uma língua com tal reconhecimento e falada em tantos lugares do mundo não pode ter criado raizes por si só. Ela modificou as bases dessa sociedade, também se adapando à ela, e assim sobrevivendo por tantos séculos.

Para fazer tal análise, é importante basear-se na teoria enunciativa da linguagem de Bahktin. Ele estabelece o maior divisor de águas na construção de sua teoria sobre a língua, pois ao afirmar que o contexto histórico é parte constitutiva da linguagem, ele questiona as concepções estruturalistas que tomam a palavra como parte de um sistema abstrato de formas, em que o falante não tem poder de intervenção.

Trata-se de uma teoria que vê o mundo a partir de ruídos, vozes, sentidos, sons e linguagens que se misturam, (re)constroem-se, modificam-se e transformam-se. Essa visão dialógica supera a descrição dos elementos estritamente lingüísticos e busca também os elementos extralingüísticos que, direta ou indiretamente, condicionam a interação nos planos social, econômico, histórico e ideológico.

É por meio da palavra que percebemos as mudanças mais efêmeras que ocorrem na sociedade. Em razão desses condicionamentos sociais e históricos que perpassam tanto os sujeitos quanto as palavras, somente o acontecimento enunciativo dará a significação da palavra que, muitas vezes, será diferente da significação registrada no léxico; a significação é construída no processo de interação social. Assim, a palavra é constitutiva tanto da consciência quanto do desenvolvimento humano. A linguagem é constitutiva dos sujeitos sociais.

A propósito, é significativa a seguinte afirmação de Bakhtin/Voloshinov (1992a:41): “as palavras são tecidas a partir de uma multidão de fios ideológicos e servem de trama a todas as relações sociais em todos os domínios”.

É nesse contexto que podemos citar o texto “Escrever à margem da história”, de Milton Hatoun que conclui, após explicar sua experiência de ser brasileiro, mas filho de orientais, convivendo com essa cultura: “essa tentativa de um retorno à terra natal só é possível através da linguagem : ‘instância poética da recordação que comemora’. ‘A lembrança, afirma o filósofo Benedito Nune, cria a proximidade com as coisas, chamando-as de presença, desvelando-as na linguagem’. Creio ser esta a viagem mais fecunda: movimento da palavra poética rumo à origem”.

Partindo desses conceitos e do que foi discutido até aqui sobre o contexto socio-histórico-cultural do homem árabe, é possível fazer a ánalise do poema abaixo.

A Desgraça

1Não perguntes, amigo, sobre o meu estado,
2vida na paz é sonho irrealizado.

3Que te cubra o sossego. Acaso o encontraste
4por dias e noites no caminho que trilhaste?

5Toda vez que a aurora excessiva irradia
6sonho, beleza, alegria,

7a noite alta irrompe em estilhaços
8e destrói o seu fogo os mais grandiosos paços.

10Líbano, ao te evocar, quem é que não há de
11sucumbir de saudade?

12Recordações que surgem do tempo distraído,
13oriundas de um tempo já vivido.

14Sorri o tempo na sua ironia secreta
15diante da juventude já morta do poeta.

16E sobre o túmulo da esperança dança,
17e de seu coração cuida a esperança.

18E o destino
19traiçoeiro
20quer se afaste de ti, quer te proteja,
21logo te põe a mão
22o bordão
23do peregrino.
24E vais ao estrangeiro.

A narrativa que se constrói no poema nos dá duas interpretações possíveis. Primeiramente, a de um eu-lírico libanês, que saiu de seu país por conta da guerra, mas que não está feliz neste novo lugar, apesar de ser na paz (2° verso). Ele sente saudades de sua história no Líbano (10° verso), mas não tem mais esperanças de voltar (16° verso). Ele se conforma. Foi o destino que o levou à migração.

Uma segunda hipótese seria a de um eu-lírico libanês, que ainda não saiu de seu país. Ele não está em boa situação no local, mas não conseguiria alcançar seus sonhos em outra nação (1° e 2° versos). Ele conta das noites de conflito pelas quais passa o Líbano (7° verso). Mas ele vem perdendo as esperanças de permanecer alí, o destino está escrevendo uma história de migração (último parágrafo).

Dadas as leituras já realizadas e as análises já feitas anteriormente, a primeira hipótese seria a correta. A literatura árabe é marcada pelo saudosismo de tempos e locais passados, já que é um povo que viveu muitos conflitos e dificuldades, emigrando. Além disso, o 12° verso explicita: “oriundas de um tempo já vivido”, mostrando que ele recorda-se de sua história no Líbano. Podemos, ainda, fazer uma comparação com as cantigas de amigo, que eram dedicadas alguém especial, com uma carga grande de saudosismo (10° e 11° versos) sendo o Líbano, personificado, seu amigo e a quem é endereçado o poema.

Fazendo uma análise mais profunda dos aspectos do poema, é possível construir melhor a explicação de seus significado e interpretação. O título, “A Desgraça”, remete a uma emoção exacebrada e a um sentimentalismo, ambos pessimistas, construindo, assim, a imagem de conflito, guerra e suas consequências. Esta ideia é explicada e complementada no último parágrafo, em que o eu-lírico fala de um destino de emigração.

O tempo verbal, construído no presente, prova a conformidade do eu-lírico frente ao destino que foi traçado para ele, o de viver longe de seu país, e a tristeza que sente, no momento, por estar fora do Líbano. Da mesma forma, são utilizados muitos adjetivos, o que indica um sentimentalismo exacerbado e uma elevação das qualidades do país. Além disso, mostra um traço de uma cultura que se construiu através de muitas migrações e expansões de seu povo, cuja língua foi criando formas de descrever as descobertas de cada tempo e lugar.

Conclusão

Ser árabe no mundo atual é ter uma religião, uma cultura e uma língua com uma história importante para a civilização e para o mundo de hoje. Uma história de conflitos, mas de permanência e busca pela manutenção da unidade em torno desta cultura. Mais que isso, é ter a consciência deste estado. Ser árabe no mundo atual, porém, é muitas vezes estar longe, emigrado, de seu país, mantendo a língua árabe, este elo vivo que traz a cultura, a religião e a história para o dia-a-dia e, é claro, a esperança de um dia retornar à fonte, ao berço de toda essa civilização.


Bibliografia

BARBOSA, Marinalva Vieira, A concepção de palavra em Bakhtin

MARQUES, Maria Celeste Said, Vozes Bakhtinianas: Breve Diálogo

FAKHOURY, Josef, Ausência, tradução de Jamil Almansur Haddad, 2002

FILHO, Ruy Andrade, Os muçulmanos na Península Ibérica, Repensando História, Ed. Contexto.

GIORDANI, M.C., História do Mundo Árabe Medieval – Cap. II

HATOUN, Milton, Escrever à margem da história, Revista de Estudos Árabes, FFLCH – USP, n°4, Jul/Dez 1994.

HOURANI Albert, Histoire des peuples arabes, Paris, Le Seuil, Points, 1993.

MONES, Hussain, Os árabes, a língua árabe, o nacionalismo árabe – Os árabes, suas características e seu papel na história

MONES, Hussain, Os árabes, a língua árabe, o nacionalismo árabe – O nacionalismo árabe

MONTADA, Josep Puig, O islã clássico – A língua árabe

SOURDEL Janine, SOURDEL Dominique, Dictionnaire historique de l’islam, Paris, PUF, 1996.

About these ads

3 comentários em “O Homem árabe hoje

  1. Tiago pantoja
    9 de outubro de 2014

    Achei o texto acima muito interessante e esclarecedor. Gostaria de saber o autor.

    • drepellanda
      9 de outubro de 2014

      Olá Tiago!

      Fui eu mesma que fiz, em uma disciplina sobre panorama socio-historico cultural da língua árabe, na USP.

      Abs.!

  2. raymundo luiz rodrigues
    2 de dezembro de 2013

    uma reportagem sincera em que as palavras saíram do coração. informativa,imparcial e muito bem elaborada.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Informação

Publicado às 27 de junho de 2012 por em Cultura, Mundo, Mundo árabe, Política e marcado , , .

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 175 outros seguidores

Twitter

Erro: o Twitter não respondeu. Por favor, aguarde alguns minutos e atualize esta página.

Contato

Entre em contato comigo através de um comentário na página "Contato" (acesse na primeira barra lateral esquerda).
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 175 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: